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Doença Cérebro Vascular e como prevenir
A doença cérebro vascular (D.C.V.) é responsável por grande número de mortes em todo o mundo, sendo considerada a 3ª causa de morte nos países desenvolvidos, superada apenas pelas patologias cardiovasculares e pelo câncer. Sua importância no entanto assume ainda proporções devido ao número e características das seqüelas deixadas nos pacientes acometidos pela D.C.V., quando não ocorre o óbito.
Conhecida como Acidente Vascular Cerebral (A.V.C.), as doenças cérebro vasculares são decorrentes de alterações no fluxo sanguíneo (isquemia ou hemorragia intracerebral dependendo se houver falta deste fluxo ou rompimento de um vaso no cérebro respectivamente) em uma determinada região do cérebro, o que acarreta inicialmente perda da capacidade funcional dos neurônios desta região e culminando, dependendo do tempo e da intensidade desta alteração de fluxo sanguíneo, com a morte de neurônios.
De uma forma geral os casos de Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico (A.V.C. - H), tendem a ser mais graves, com maior risco de morte ou de seqüela em relação aos Acidentes Vasculares Isquemicos (A.V.C. - I).
Os sintomas apresentados pelos pacientes, dependerão da região cerebral acometida, e de uma forma geral caracteriza-se por diminuição da força muscular, acrescido de déficit de sensibilidade em todo um lado do corpo (braço e perna), cujo início ocorre de forma súbita podendo ou não apresentar progressão ao longo de horas ou do dia. Poderá haver também associada ou isoladamente, alteração visual ( dificuldade de enxergar um lado do campo visual, p. ex.).
Tendo em vista o grande número de pessoas acometidas em todo mundo, vários estudos tem sido realizados desde a década de 60, inicialmente voltados para o entendimento de como e principalmente porque ocorriam e atualmente voltados para o tratamento das fases iniciais (primeiras 3 horas de seu início).
Foram através de estudos multicentricos (em vários locais ao mesmo tempo) que se percebeu ou se detectaram situações que comumente se encontravam nos pacientes acometidos pelas doenças cerebro vasculares, conhecidos posteriormente como fatores de risco para as D.C.V., o que permitiu o grande (e talvez maior) passo para o seu tratamento, qual seja a sua prevenção, atuando-se principalmente previamente nestes fatores de risco.
Os fatores de risco para as D.C.V. acima citadas são:- IDADE COM 65 ANOS OU ACIMA;
- HIPERTENSÃO ARTERIAL SITÊMICA;
- DIABETES MELLITUS;
- DISLIPIDEMIAS (COLESTEROL E/OU TRIGLICÉRIDES ELEVADOS);
- TABAGISMO;
- ELITISMO.
Nos estudos anteriormente citados, percebeu-se que a presença destes fatores, principalmente quando associados aumentava o risco de uma pessoa ser acometida pela D.V.C. em 5 ou mais vezes, quando comparada a uma outra da mesma faixa etária, sem nenhum fator de risco.
Várias campanhas foram e vêm sendo feitas desde então em todo mundo, no intuito de se diminuir ou diagnosticar precocemente estes fatores e por conseguinte diminuir o risco do paciente vir a apresentar um A.V.C..
Medidas simples como não fumar, evitar o uso excessivo de bebidas alcoólicas, fazer qualquer atividade física com freqüência de 3 ou 4 vezes por semana (principalmente caminhadas de cerca de 1 hora), consultar um médico para verificação de pressão arterial e dos níveis de glicose e de lipídeos (colesterol e triglicérides) principalmente após os 40 anos de idade pelo menos 1 vez ao ano, são extremamente importantes e auxiliam em muito na prevenção do surgimento das D.C.V..
Infelizmente tais medidas nem sempre são possíveis, ou melhor na maioria das vezes, são deixadas de lado com a idéia de que ou não se tem tempo para efetivá-las ou mesmo que jamais iremos sofrer deste problema.
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